O Brasil fechou o ano de 2025 com crescimento tanto na importação de fertilizantes quanto nas exportações agrícolas, segundo dados do Boletim Logístico de janeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado na última sexta-feira (23).

As importações brasileiras de fertilizantes totalizaram 45,5 milhões de toneladas em 2025, alta de 2,68% em relação às 44,28 milhões de toneladas registradas em 2024. Os principais destinos foram os estados do Mato Grosso, Paraná e São Paulo, com entrada predominante pelos portos de Paranaguá, Santos e pelos terminais do Arco Norte.

O terminal paraense liderou a movimentação de fertilizantes importados, com 10,89 milhões de toneladas, embora tenha registrado queda de 1,36% na comparação anual. Já os portos do Arco Norte ampliaram a movimentação para 8,27 milhões de toneladas, frente a 7,5 milhões em 2024. O Porto de Santos recebeu 8,42 milhões de toneladas, recuo de 5,18% em relação ao ano anterior.

No comércio exterior, o Brasil ampliou os embarques de milho, soja e farelo de soja, alcançando 172,3 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 6,21% sobre as 161,6 milhões de toneladas de 2024. Mato Grosso, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul se destacaram como principais estados exportadores.

As exportações de milho em grãos somaram 40,9 milhões de toneladas, superando as 39,7 milhões registradas no mesmo período do ano passado. Os portos do Arco Norte responderam por 39,3% dos embarques, enquanto o Porto de Santos concentrou 35,8%. Paranaguá ampliou sua participação para 12,3% e São Francisco do Sul chegou a 7,7%.

A soja em grão manteve forte desempenho, com exportações de 108,1 milhões de toneladas em 2025, acima das 98,8 milhões de toneladas do ano anterior. Os portos do Arco Norte movimentaram 36,2% dos embarques, seguidos por Santos, com 32%. Já os portos do Rio Grande e de São Francisco do Sul registraram redução na participação.

O farelo de soja também apresentou leve crescimento, atingindo 23,3 milhões de toneladas exportadas. O Porto de Santos manteve a liderança, com 43,2% dos embarques, seguido por Paranaguá, Rio Grande e Salvador. As principais origens foram Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás.

Os dados reforçam a importância da infraestrutura portuária e logística para sustentar o avanço do agronegócio brasileiro, mesmo diante de ajustes na participação de alguns corredores de exportação.